Bicicleta susbtitui o carro mesmo na cidade das Sete Colinas (atigo do Destak)

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Bicicleta susbtitui o carro mesmo na cidade das Sete Colinas

18 | 09 | 2010   16.09H

‘Meio’ dono de um automóvel, António Cruz anda por Lisboa de bicicleta ou com ela nos transportes públicos e nem o estado do tempo ou o esforço físico o desmotivam.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

“Tenho conhecido muita gente nos últimos dois anos começou a andar de bicicleta e ninguém achou má ideia”, resume à Lusa.

O jovem, 26 anos, partilha com um familiar uma viatura, mas habitualmente sai de casa com a sua bicicleta, em Telheiras, para o trabalho, uma cooperativa de ação e intervenção cultural, a cerca de seis ou oito quilómetros da sua residência.

Questionado como se protege do mau tempo no inverno, António contrapõe imediatamente: “E o verão?”.

“Às vezes o calor é mais desconfortável e Lisboa é uma cidade, comparativamente a outras europeias, que tem poucos dias de chuva por ano. Se a chuva não for muito intensa até pode ser um fator de refresco e bem-estar”, garante.

Porém, um ciclista pode estar preparado e ter um guarda-lamas e uma gabardina, pelo menos até aos joelhos.

Quando chove muito, António Cruz equaciona “alternativas viáveis”, como o autocarro e mesmo o carro porque não tem nada contra o uso de viatura individual como exceção e não como regra.

A multiplicação de ciclovias são ajudas para convencer mais pessoas a aderir à bicicleta e quantos mais forem “aumentará a segurança de todos” neste “conceito renovado de ver a cidade”, argumenta.

Mas António critica que estas vias sejam de dupla direção e tornarem-se “um pouco perigosas nas interseções porque quando se vai em sentido contrário ao trânsito” e perde-se visibilidade.

O uso regular da bicicleta como meio de transporte pode ainda sensibilizar gestores de empresas para colocar chuveiros nas empresas, como já aconteceu numa estação de televisão.

Além da bicicleta, António Cruz anda a pé, o que “muitas pessoas já se esqueceram”, e aproveita o comboio urbano, que alguns não se lembram, e consegue chegar a locais da cidade “muito mais rapidamente” que de automóvel.

Os transportes públicos, que aceitam transportar bicicletas, são ainda ‘valiosos’ auxílios para vencer a Lisboa das sete colinas e obviamente com declives. Estes obstáculos são evitados por caminhos alternativos que estes ciclistas urbanos vão descobrindo, acrescenta.

Outra regra de ‘ouro’ é circular pela direita e a cerca de um metro de carros estacionados para evitar portas que se abram e provoquem acidentes ou incidentes, como aconteceu a António.

Os argumentos pró-bicicleta de António não acabam por aqui e garante que em automóvel não se “descobrem as coisas boas” que a cidade pode revelar, nem se melhora a capacidade física.

“Normalmente quem experimenta fica convencido”, assegura.»