Fabricantes de bicicletas pedem redução do IVA e incentivos fiscais para maior uso do veículo

Comentários

Por vezes não se sabe tudo e e diz-se logo mal de Portugal

Pois... mas e se eu lhe disser que esse fabricante é mesmo o melhor em correntes e fabrica 90% das correntes de topo da SRAM??  abra lá uma caixinha da SRAm de correntes e veja se não diz MADE IN Portugal

As sua afirmações são muito incorrectas...

Dou-lhe a título de exemplo o meu caso: fui artesão durante anos, depois estive doente cerca de 3 anos e mudei de residência não podendo continuar a ser artesão; na situação de desempregado, mas sem direito ao respectivo subsídio, requeri o Rendimento Social de Inserção («rendimento mínimo») recebendo cerca de 170 euros mensais... mas não sou nenhum «malandro»: voltei a estudar e estou no 4º ano da universidade (como tal ainda recebo duas pequenas bolsas de estudo) além do mais faço trabalho de voluntariado (não remunerado portanto) em várias associações e projectos sociais.

O «Rendimento Mínimo» é um direito para que quem o recebe de modo a ter um mínimo de dignidade evitando que uma pessoa morra, literalmente, de fome... e existe há décadas em países como a Alemanha ou como a França.

Deixem de utilizar o «Rendimento mínimo» como bode expiatório!

Se querem criticar alguém critiquem os bancos que têm lucros astronómicos e só pagam cerca de 9% de imposto sobre os seus lucros (enquanto uma normal empresa paga 25% de IRC)!

sim á redução de impostos

ola! sou uma trabalhadora da rte e como é obvio sou a favor da reduçao de impostos.

assim isso ajudaria e muito esta empresa que tanto tenta dar aos seus funcionarios uma vida laboral estavel pois apesar de em 2008/2009 ter sido um ano de muito esforço para a firma nunca nos faltou um centimo do nosso salario mas tenho plena consciencia  e que é de lamentar tanta ajuda para o ramo automovel e por vezes o nosso governo esquece-se que o nosso país não comercializa só carros mas tambem outros produtos.

mas na hora de cobrar impostos todas elas fazem parte da lista do governo. como é que qerem que uma empresa sobreviva cobrando tanto imposto aos mais pequenos se dão tanto a outras muito maiores que por vezes têm seus protocolos a findar ( caso da yasaki saltano).

gostaria de dar uma ideia o governo que não desperdice dinheiro aos que nele nunca deram nada ( rendimento minimo aos que nunca descontaram por malandrice) sou mae solteira  de 2 filhos e nunca fui pedir dinheiro ao passo que há quem faça filhos só para viver ás minhas custas e ás custas de quem se esforça a trabalhar e a descontar para que na velhice tenhamos algum dinheiro coisa que ao que parece por este andar não chegaremos a ter pois a segurança social vai á falencia com tanto malandro a não querer trabalhar

ajudem quem quer empregar, ajudem quem trabalha, ajudem quem já trabalhou e vive por causa dos malandros em plena miseria com por vezes com os miseros 150 ou 200 euros que nem para os medicamentos chega

"Recentemente a Decathlon

"Recentemente a Decathlon desafiou um fabricante de correntes de Coimbra a destronar a liderança mundial da Shimano no segmento das transmissões."
Boa sorte. Não sendo um fã da shimano tem produtos de qualidade/preço muito bons. A menos que uma marca apresente tecnologia ou caracterisiticas únicas a um preço competitivo não vai ter hipotese (ex: Rodi com os aros blackjack). Além de quem nem só de shimano vive o homem e existe ainda a SRAM além das outras marcas menos conhecidas comercialmente.
Sobre esta hitória existe ainda outro pormenor a apontar: muito do material de ciclismo vendido por marcas portuguesas simpelsmente não presta. Aproveitam o nome e glória de outros tempos para vender material inferior a preços superiores: Órbita, Vilar, Esmaltina.

Bicicletas & Caminhadas, é preciso mais?

Bicicletas_redução do IVA

Num tempo em que se fala numa constante mudança, para melhor, em termos ambientais, é de facto de lamentar que os nossos governantes não tomem iniciativas que fomentem uma maior prática do desporto em geral e que ajudem a despoluir o ambiente. Uma boa medida seria sem dúvida a redução do IVA dos artigos ou produtos desportivos para um valor minimo e certamente que isso seria bom para a nossa economia e consequentemente haveria mais pessoas a praticar desporto com regularidade.

Obbrigado

Caderno de Economia do Expresso, página 13 ((21.02.09)

Petição em defesa de benefícios fiscais

Quando descobriu que um carro eléctrico pode ser descontado no IRS por ser energeticamente eficiente, mas uma bicicleta não, João Branco ficou chocado e iniciou um movimento de cidadãos para conseguir benefícios fiscais para os velocípedes. "O que me chocou no Orçamento de Estado (OE) para 2009 foi excluir à partida os velocípedes - não só as bicicletas a pedais como bicicletas com pequenos motores eléctricos até 250 watts - quando se sabe serem veículos mais eficientes do ponto de vista energético", afirma o promotor de um documento que enviou aos grupos parlamentares e deputados com assento parlamentar. A proposta do engenheiro aeroespacial, intitulada "Extensão aos velocípedes dos benefícios fiscais previstos para a aquisição de veículos eléctricos pela Proposta de Lei de Orçamento de Estado para 2009", foi acolhida pelo Bloco de Esquerda, que propôs uma alteração ao OE nesse sentido. Mas a proposta acabaria por ser chumbada, pelo que João Branco está agora a recolher 5000 assinaturas necessárias para levar o assunto à Assembleia da República. "Atingimos cerca de 5550 assinaturas e já fizemos o trabalho de validação de mais de 4000, pelo que já chegámos ao número suficiente para que o Parlamento avalie a nossa proposta", revelou João Branco, que admite deslocar-se de bicicleta ao Parlamento, com um grupo de apoiantes, para entregar as assinaturas ao Presidente da AR.

Bicicletas dão trabalho a 5000 pessoas (Alexandra Coutinho)

O sector nacional de velocípedes, constituído por 30 empresas, atravessa um bom momento de mercado e está a atrair as atenções de grandes grupos multinacionais.

O sector dos veículos de duas rodas está a ganhar mais pedalada, sobretudo no segmento das bicicletas, onde "o mercado teve algum crescimento em 2008", salienta Paulo Rodrigues, secretário-geral da Abimota (Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins).
A instituição conta com cerca de uma centena de associados, entre os quais 30 empresas fabricantes de bicicleta ou de componentes para esta indústria, que emprega entre 5000 e 6000 trabalhadores e factura anualmente entre 300 e 400 milhões de euros, exportando 80% da sua produção.
Destaque para a RTE (a maior fábrica de bicicletas da Europa), em Vila Nova de Gaia, que trabalha para a rede de lojas europeias da Decathlon, desde Abril de 2008; para a Polisport, de Oliveira de Azeméis, líder mundial nos plásticos e protecções para motocross; e para a Rodi, de Aveiro, que produz três milhões de aros e rodas, comercializados com duas marcas próprias. Recentemente a Decathlon desafiou um fabricante de correntes de Coimbra a destronar a liderança mundial da Shimano no segmento das transmissões.
A associação está qualificada como Organismo de Normalização Sectorial para os veículos de duas rodas, é uma entidade acreditada pelo IQF (Instituto para a Qualidade e Formação) na área da formação profissional e ainda presta aos seus membros serviços de apoio jurídico, de acompanhamento de projectos de investimento e desportivos. A Abimota dispõe de um programa de sourcing destinado a seleccionar fornecedores nacionais.
"Um centro destes, que está no núcleo da indústria, se não é proactivo fica desactualizado. O QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) ainda não fez nada pelos centros tecnológicos, nem sequer abriram programas a que possamos candidatar-nos", lamenta Paulo Rodrigues, secretário-geral da Abimota. "Não dependemos do Orçamento do Estado, temos uma lógica de sustentabilidade e autonomia. Cerca de 40% das receitas de ensaios são gerados pelos nossos associados e os restantes 60% por cliente exteriores", explica o mesmo responsável.
Para Paulo Rodrigues, também não faz sentido que as homologações estejam dependentes do IMTT (Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres): "Temos empresas que querem exportar, têm apoios e clientes, mas andam mais de seis meses para obter homologação, algo que, em Espanha, é possível fazer no espaço de uma semana. O laboratório responsabiliza-se pela homologação e limita-se a pedir o número ao ministério. Já propusemos esta medida à Secretaria de Estado para a Modernização Administrativa, no âmbito do Simplex".
Na qualidade de centro tecnológico para esta indústria, a Abimota presta aos seus associados e clientes um vasto leque de serviços técnicos, tendo como objectivo apoiar a certificação de empresas e produtos nos domínios da qualidade, do ambiente e da segurança e higiene no trabalho. Dispõe para o efeito de seis laboratórios de ensaios acreditados pelo IPAC (materiais, superfícies, metalurgia, químicos, metrologia e de motores e veículos) e de serviços técnicos que se deslocam às empresas. O quadro de pessoal não tem mais de 15 técnicos e engenheiros, geralmente com muito trabalho no exterior. Por ali já passaram produtos para a Decathlon, as bicicletas Cyclocity que a J.C.Decaux colocou a circular nas cidades de Lyon e Paris, mas também macas e cadeiras para as ambulâncias do INEM. Acessibilidade e design inclusivo para pessoas de mobilidade reduzida é a nova competência agregada pela instituição. A Abimota assinou protocolos de colaboração com o Instituto Pedro Nunes (Aveiro), a Escola Superior Agrária de Coimbra e a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.